Cultura e Rap
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Seja o que você quiser - Mixtape Terceira Safra (2012)
Enfim a tão esperada Mixtape "Seja o que você quiser" do grupo paulistano Terceira Safra saiu. Podemos definir o trabalho com uma simples palavra: Completo. Em 17 faixas os garotos do Lauzane conseguiram sintetizar bem toda vivência de quem está inserido em um cotidiano periférico traz, e apesar de tantas dificuldades e adversidades o grupo incentiva seus ouvintes a "serem o que eles quiserem".
Com letras contundentes Dj Mayk. Maltrapilho e Phill conseguem denunciar os problemas sociais que envolvem o país e mostrar ao público, que a mudança para os males vivenciados pode ter o "eu mesmo" como ponto de partida.
Link para download: http://www.multiupload.nl/LQBTLV3R85
A contracultura negra
Hoje é dia da consciência negra, e para celebrar essa data tão importante para o movimento Hip-Hop, vamos falar um pouco da contracultura negra que atravessou séculos e chegou no Bairro do Bronx para dar início ao Rap.
Todos já sabem que o Rap surgiu nas periferias americanas como uma forma de expressão vinda dos jovens negros que queriam revindicar as más condições nos guetos, o racismo e outros problemas. Entretanto, eles não foram os únicos a usarem a música como maneira de expressão, esse hábito vem desde o inicio da história afro-americana.
Tudo começou no período da escravidão com os cantos de trabalho, também conhecidos como "spirituals". Para esquecer um pouco da realidade e se distrair durante o trabalho nas lavouras, os negros cantavam. Os senhores das fazendas começaram a perceber que ao cantar os escravos ficavam mais felizes e por isso rendiam mais, então essa prática passou a ser permitida. A escravidão teve fim nos EUA no século XIV, mas muitos negros ainda não tinham o que comemorar, pois sofriam o com o preconceito racial e a falta de oportunidades.
Para expressar toda sua dor e abandono criaram o Blues, assim como nas canções de trabalho, o Blues foi uma forma que os negros encontraram para manter suas raízes e resistir a cultura européia imposta pela sociedade.
Sequencialmente surgiu o Jazz, o estilo nasceu em Nova Orleans. Inicialmente ficou conhecido pelo resto da sociedade como música profana, porém, atualmente ele é o ícone da música norte-americana e talvez uma das maiores contribuições que os negros deram para a história da música. Nos anos 20 o estilo passou a ter a adesão de muitos músicos brancos, e com o tempo foi perdendo sua característica de contestação social, para revidar os negros criaram o be-pop, e permitiram algo que foi inédito na música popular até então: a improvisação.
Ainda seguindo esse espírito de renovação e orgulho do movimento negro surgiu o Funk, que teve como um dos seus percursores o grande James Brown. Essa manifestação não ficou restrita apenas às terras americanas, em pouco tempo o ritmo contagiante se espalhou pelo mundo todo, inclusive no Brasil, onde surgiram artistas como Tim Maia, Gerson King Kombo e Tony Tornado.
Todos já sabem que o Rap surgiu nas periferias americanas como uma forma de expressão vinda dos jovens negros que queriam revindicar as más condições nos guetos, o racismo e outros problemas. Entretanto, eles não foram os únicos a usarem a música como maneira de expressão, esse hábito vem desde o inicio da história afro-americana.
Tudo começou no período da escravidão com os cantos de trabalho, também conhecidos como "spirituals". Para esquecer um pouco da realidade e se distrair durante o trabalho nas lavouras, os negros cantavam. Os senhores das fazendas começaram a perceber que ao cantar os escravos ficavam mais felizes e por isso rendiam mais, então essa prática passou a ser permitida. A escravidão teve fim nos EUA no século XIV, mas muitos negros ainda não tinham o que comemorar, pois sofriam o com o preconceito racial e a falta de oportunidades. Para expressar toda sua dor e abandono criaram o Blues, assim como nas canções de trabalho, o Blues foi uma forma que os negros encontraram para manter suas raízes e resistir a cultura européia imposta pela sociedade.
Sequencialmente surgiu o Jazz, o estilo nasceu em Nova Orleans. Inicialmente ficou conhecido pelo resto da sociedade como música profana, porém, atualmente ele é o ícone da música norte-americana e talvez uma das maiores contribuições que os negros deram para a história da música. Nos anos 20 o estilo passou a ter a adesão de muitos músicos brancos, e com o tempo foi perdendo sua característica de contestação social, para revidar os negros criaram o be-pop, e permitiram algo que foi inédito na música popular até então: a improvisação.
Nos anos 60, o Rock ganhou força maior dentro dos meios
fonográficos, fazendo com que o Jazz enfraquecesse.
Entretanto, os negros nos EUA já se preparavam para criar um ritmo
musical que pudesse chamar atenção para o estilo irreverente dos
afro-americanos, esse ritmo ficou conhecido como Soul Music.
A Soul Music é o resultado da soma de dois estilos musicais
criados pelo afro-americano: o Blues, que procurava retratar
toda dor que os mesmos viviam no período pós-escravidão e o
gospel, presente nas igrejas e recorrente dos cantos de trabalho que
eram cantados pelos negros na época da escravidão. Em um primeiro
momento a Soul Music ficou conhecida como força motriz para o
movimento negro nos EUA, que lutava pela igualdade dos direitos
civis. Grandes nomes como Marvin Gaye, Sam Cooke e Ray Charles
fizeram parte do movimento musical.
Ainda seguindo esse espírito de renovação e orgulho do movimento negro surgiu o Funk, que teve como um dos seus percursores o grande James Brown. Essa manifestação não ficou restrita apenas às terras americanas, em pouco tempo o ritmo contagiante se espalhou pelo mundo todo, inclusive no Brasil, onde surgiram artistas como Tim Maia, Gerson King Kombo e Tony Tornado.
A indústria cultural se apoiou nos
aspectos festivos que o Funk possuía e criou a Disco
Music, ritmo que foi uma verdadeira febre nas discotecas dos
anos 70. Entretanto, os negros já se preparavam para uma renovação
musical. Nas ruas do Bronx, bairro de Nova York, nascia um novo
estilo musical de origem afro-americana, que pretendia revolucionar
mais uma vez o universo da música.
E assim chegamos no Rap, um dos elementos que melhor traduz a nova sociedade pós-industrial. No livro "Contracultura através dos tempos" Goffman e Joy afirmam que o Rap surgiu em uma época onde as classes desfavorecidas tinham sido abandonadas como uma terra urbana arrasada pelo oportunismo migratório da sociedade pós-industrial. A cultura hip-hop é um exemplo perfeito de uma urgência contracultural de considerar uma área abandonada para um jogo criativo e subversivo.
Os três melhores clipes do Rap Nacional de 2012
O Rap Nacional vem surpreendendo mais a cada dia que passa
quando o assunto é produção audiovisual, muitos artistas saíram do amadorismo
estão apresentando ao público vídeos de alta qualidade com roteiros bem
estruturados.
Veja aqui os 3 melhores clipes de Rap Nacional, segundo a
equipe do blog Cultura e Rap:
Edi Rock –
That’s My Way
O vídeo mostra a história de um garoto que pretende
transcender as barreiras da favela carioca e procurar alternativas de diversão
que até então estão voltadas para a elite carioca. As cenas do clipe mesclam as
belezas do Rio de Janeiro com o cotidiano da favela.
A qualidade visual do clipe é incontestável, apesar do
diretor de fotografia optar por manter o clássico tom P/B, ele conseguiu
transmitir toda emoção que a letra carrega através da luz e planos de câmera
que foge do comum no Rap.
Assista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ysfm_adxRrI
Os Racionais MC’s tem o dom de transformar tudo que fazem em
verdadeiros clássicos. O clipe Mente do Vilão pegou muito dos fãs do grupo de
surpresa, e é claro que foi uma surpresa boa, pois a qualidade da obra é incontestável.
De uma forma elegante e sem perder a essência, o clipe consegue retratar o Rap
Gangsta presente nos anos 90. O uso de câmeras subjetivas é frequente no clipe,
a ideia é aguçar a visão do telespectador.
Assista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=Xlw3Zq6HUTE
Todos conhecem o rapper Rodrigo Ogi como um verdadeiro
contador de histórias, o álbum “Crônicas da cidade cinza” do qual a faixa
Profissão Perigo faz parte, é uma espécie de livro que retrata o cotidiano dos
moradores da maior cidade do país.
Em Profissão Perigo Ogi conta a história de um motoboy que
vive no trânsito e o clipe não poderia ter sido resolvido de uma melhor forma.
É necessário dar destaque a fotografia do clipe, o colorista conseguiu retratar
a cor cinza que é uma característica forte de São Paulo sem precisar utilizar o
P/B. A câmera utilizada no clipe passa boa parte do tempo no guidão da moto, e
passa ao telespectador a sensação de estar no piloto dessas emoções.
Assista aqui: http://www.youtube.com/watch?v=mv_Lh5mmbjk
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